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FELIZ ANO NOVO! (DE VERDADE)

FELIZ ANO NOVO! (DE VERDADE)

Muito mais do que uma mera formalidade repetida aos finais de ano, o título desta reportagem representa o desejo sincero de toda a humanidade. Mas como realmente tornar o ano que se inicia melhor? Saiba como a religião, a filosofia e as próprias atitudes pessoais podem ajudar

Por Simone Mattos

(reportagem publicada na SER Espírita impressa n.6)

 

Traçar objetivos claros e condizentes com o contexto de vida de cada um é uma das principais ferramentas para quem quer construir um caminho melhor, mais pleno e feliz no ano que se inicia. Estes objetivos devem ser qualificados e quantificados dentro de uma ordem de viabilidade de cada indivíduo, para que sejam passíveis de realização. “É um erro projetarmos objetivos fora da nossa realidade, o que normalmente nos causa sofrimento”, comenta o economista e empresário Luiz Vencato, que atua como coordenador de grupos de estudos espíritas.

“Quando os objetivos traçados estão fora dos nossos limites, vem a ansiedade e depois a angústia e a frustração. Por este motivo o processo de autoconhecimento é tão importante. Ele ajuda a calibrar nossos potenciais, nosso autocontrole e a disciplinar nosso dia a dia”, explica Vencato. A avaliação constante de atitudes, comportamentos, relações e valores consiste em uma ferramenta valiosa para este processo. Quando os valores éticos e morais são transgredidos nas relações sociais, há um desgaste no processo de vida. “A reflexão e a meditação nos possibilitam a busca de referenciais, a significação do nosso possível, do que somos hoje, o que alcançamos como verdade construída e, assim, projetarmos o nosso amanhã”, afirma.
O engenheiro Ralph Miller comenta a relevância da reflexão, meditação e e da prece na administração do cotidiano. “Em assuntos mais importantes deve-se evitar tomar uma decisão ou atitude irrefletida. A meditação traz tranquilidade, paz interior e ajuda na solução de problemas”, recomenda. A prece, para ele, é absolutamente eficaz. “Acho que se houvesse preces globais pela paz e pelo entendimento entre as nações, esta força mental traria grandes benefícios”, afirma.
Outra dica é sempre buscar estabelecer a importância do que se deseja na vida, criando uma escala de valores. “Acredito que prioridades dão um certo rumo na vida, uma certa organização. Obviamente elas mudam com o decorrer dos acontecimentos, mas devem ter sempre o seu valor”, diz Miller. Neste processo de autoconhecimento, é importante olhar para a própria história de vida. Tentar entender a origem dos fatos – causa e efeito -e, assim, compreender melhor as situações atuais. “Quando mudamos a pergunta: `Por que reencarnei? para `Para que reencarnei? ́ conseguimos muitas explicações e mudamos o enfoque do problema, que muitas vezes poderá deixar de existir”, diz Miller.
A importância de olhar o passado é promover no ser a sua faculdade autorreflexiva, e a partir daí prontificar-se para criar, recriar, inventar, intervir, compor, organizar, exercer poder, numa permanente renovação do conhecimento. “Os registros informacionais que compõem nosso passado devem ser revistos e interpretados com muito carinho e respeito aos fatos históricos. As nossas origens nos possibilitam percebermos quem somos na nossa trajetória de vida familiar, social, econômica, política e cultural”, explica Vencato.

MODISMO OU CONVICÇÃO?
Esta deve ser uma pergunta frequente para quem busca uma vida mais plena e equilibrada. Os modismos têm passagem muito curta e nem sempre estão em sintonia com os valores humanos. O endosso de ideias que não se encaixam com o que já se alcançou como valores morais, pode promover
verdadeiras crises e, por consequência, a desarmonia do indivíduo ou do grupo social. Quando o indivíduo se posiciona frente à diversidade social, seguindo firmemente no que acredita e no que se prontifica a realizar, certamente enfrentará a resistência do contrário, do modismo, do dogmatismo
e outras tantas frentes contrárias. Mas as respostas que se obtém como resultado são o fortalecimento e o crescimento como pessoa. “Para uma reflexão mais profunda, entretanto, o espírito Antonio Grimm* fala
sobre a questão da moda e costume. Ele afirma que, ao atingir 51% da sociedade, a moda se transforma em costume e passa a fazer parte do nosso meio social”, comenta Vencato. Desta forma, a sociedade é o reflexo da mentalidade dos indivíduos.
Para quem faz planos e tem o objetivo de tornar a sua vida melhor num futuro próximo, é importante lembrar que, pela liberdade inerente ao ser, é ele mesmo quem faz as escolhas, e, consequentemente, vive o resultado das mesmas. Quando o homem pratica em sua vida o sentido da coerência, faz melhor uso da sua liberdade de escolha e assume a responsabilidade como forma, significado e direção para seus atos, tudo é conduzido de uma maneira bastante natural.

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