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Feliz atitude nova!

Com a chegada de um novo ano, mais um ciclo de trabalho e aprendizado se finda enquanto um novo horizonte de possibilidades começa a se descortinar. As agruras e angústias do período que se encerra se apequenam e a simples virada do calendário se mostra um eficaz lenitivo, capaz de renovar nossos ânimos e atitudes.

Ao nos avaliarmos, as tradicionais promessas de ano novo assumem a pauta de nosso pensamento, e conseguimos – ainda que por alguns instantes – projetar uma série de mudanças que deveríamos fazer e idealizar um outro tanto de transformações que gostaríamos de ver acontecendo, preferencialmente num passe de mágica.

No mais das vezes, acabamos preguiçosamente deixando de lado as mudanças que nos competiam e nos frustramos porque as ‘transformações mágicas’ que idealizamos não aconteceram (apesar de vários de nós terem seguido à risca as ‘infalíveis’ simpatias que garantiam benesses e prosperidade).

Precisamos perceber que o otimismo e a esperança naturais do início de um ciclo são salutares, mas devem necessariamente vir acompanhados de coragem para transformar e projetar, e atitude para executar rigorosamente todas as etapas necessárias para a implantação das transformações pretendidas.

Não podemos continuar a cair na armadilha de idealizar um provir frutuoso e nada fazer para alcançá-lo. Esperança desacompanhada de atitude é um engano elementar que, lamentavelmente, é bastante usual. Essa incapacidade de agirmos e nos posicionarmos sempre que necessário (ou seja, a todo instante) é algo que vai gradativamente minando nossas possibilidades de crescimento e apenas contribui para o agravamento das dificuldades que enfrentamos.

Se o ano que passou foi particularmente turbulento e um tanto desanimador, devemos redobrar para o próximo período o nosso ímpeto transformador para conseguirmos reverter o quanto antes o quadro negativo. Não podemos nos deixar esmorecer ante eventuais momentos de instabilidade posto que elas são naturais da vida na Terra e servem justamente para fazermos as necessárias correções de rota tantas vezes quanto for necessário.

É tempo de nos posicionarmos de forma categoricamente contrária a qualquer tipo de desvio de conduta. Não podemos mais compactuar com nenhuma espécie de relativismo moral ou qualquer tentativa de privilegiar interesses particulares em detrimento da coletividade. Devemos nos habituar a nos policiar, desde as pequenas atitudes, para pensarmos e agirmos sempre no sentido do bem, do crescimento e da antropogenia.

Se pretendemos algo de diferente para o ano que se inicia, vamos tentar antes de qualquer outra coisa sermos e fazermos a diferença almejada. Sabemos que o progresso depende somente de nossas atitudes – tanto individuais quanto coletivas – e que não há atalho nem tampouco caminho mágico para a evolução.

É oportuno pararmos de nos enganar com a ideia de que o fato de estarmos vivendo um ‘ano novo’ é, por si só, suficiente para alterar tudo para a melhor. Se pretendemos algo de realmente novo para esse ano que se inicia, que essa renovação comece pelas nossas atitudes e que isso possa se estender daqui para até o fim de nossos dias.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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