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Indagando o meu interior, percebi o ser

Indagando o meu interior, percebi o ser

Ontem, fui a força da negação, da revolta, da desordem,
portanto, do afastamento do meu próprio ser.

Hoje, mergulhando na essencialidade do pensamento
que representa meu ser,
descobri o meu eu entificado no meu ser.

Sendo, a qualquer segundo da existência,
a consciência do que sou, o ser,
vou necessariamente caminhando,
alcançando o exterior para reconhecer meu próprio ser.

As cores do mundo, os matizes, a natureza, os sons, os
odores,
sempre descubro no ser.

As dificuldades aparecem.
Tenho que reunir forças para subir e alcançar o morro alto.
Lá encontro o meu ser.

Nos momentos críticos de incerteza,
de amplidão do mundo sem que possa alcançar,
descubro sempre que não deixo de ser.

Na vastidão do Universo, a beleza das estrelas, da lua,
a serenidade dos mundos, o sentido indicativo do meu ser.

A brisa da manhã, a relva molhada,
os meus sentimentos, as lembranças, a luz solar,
o despontar crítico da razão, o meu ser.

A fé, a esperança, a igualdade, os diferentes,
a alegria, os ajustamentos.
Eu, os outros, o meu ser.

Tantas coisas diferentes, paus, pedras,
sonhos, humildade, vaidade, certeza, incerteza.
O meu interior buscando.
Eu sendo o ser.

Barulho, zumbidos, uivos, gritos, infinidades de sons.
A identidade, as gradações da vida, o meu ser.

Num sentido crítico, intenso, pleno e às vezes vago,
eu, os outros, a consciência do meu ser.

A cautela, a consciência da preservação,
o buscar da integração da vida, muitos e poucos, o meu ser.

O Creador, o amor, as linguagens da felicidade,
a inteligência, a eterna busca de sempre, o meu eu, o meu ser.

 

Texto extraído do livro
Na busca do meu ser, a indeterminação e a incerteza em 04 de novembro de 2016

 

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