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Não aumentar a dor social

Não aumentar a dor social

Em diversas preleções realizadas na SBEE (Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas), o espírito Leocádio José Correia nos incentiva a buscarmos, a cada instante de nossas vidas, sermos agentes fomentadores do equilíbrio e da harmonia social. Para tanto, devemos antes de qualquer coisa aprender a exercer controle sobre nós mesmos de modo a evitar qualquer espécie de excessos, bem como agir em cada desafio que a vida nos apresentar de forma sempre ponderada e comedida.

O grande segredo para alcançarmos esse tal grau de equilíbrio é a prática do autoconhecimento, de modo que saibamos exatamente nossos limites e potencialidades. Aliando esse conhecimento de si mesmo a uma percepção espiritual da realidade, certamente estaremos aptos a seguir de forma intensa nesse caminho do bem. Evidentemente que se trata de um processo que não se realiza da noite pro dia, e é exatamente por isso que a vigília deve ser constante.

Somos também constantemente chamados a, enquanto homens e mulheres de bem, buscar não aumentar a dor social, ou seja, em hipótese alguma maldizermos o nosso próximo ou levar adiante qualquer atitude que tenha por objetivo prejudicar ou desmerecer quem quer que seja.

A Doutrina dos Espíritos – diferentemente de outras visões religiosas – apregoa a absoluta falibilidade de todas as pessoas, sem exceção. Ou seja, por estarmos todos sujeitos à marcha do progresso e da evolução, podemos (e certamente iremos!) ao longo dessa jornada cometer determinados deslizes, mesmo que por ingenuidade ou inocência.

Exatamente por isso que nenhum de nós pode se colocar acima dos outros ou colocar o dedo em riste para apontar aos quatro ventos as falhas e equívocos de outrem, já que todos estamos sujeitos a errar.

Se alguém próximo a nós comete algum equívoco não há mal nenhum em conversarmos em particular e sem qualquer alarde com essa pessoa, a fim de – através de uma abordagem construtiva – tentarmos auxiliar uns aos outros a nos melhorarmos mutuamente. Contudo, não há sentido em disseminarmos informações negativas sobre quem quer que seja aos demais, especialmente quando o único intuito é de prejudicar.

Todos sabemos do poder destruidor de um boato ou uma ‘fofoca’, que no mais das vezes toma proporções absolutamente diferentes da realidade e podem causar prejuízos inestimáveis aos que são vítimas de tal prática. É exatamente por isso que devemos nos policiar para não nos tornarmos mais um elo nessa corrente de maledicência que só causa desequilíbrio. Ao não passarmos adiante informações negativas e prejudiciais a outrem, estaremos automaticamente enfraquecendo essas ideias negativas e dando nossa contribuição para essa tão almejada harmonia.

Aos poucos a ciência oficial vai alcançando que estamos todos nós – toda a humanidade – conectados em intrincadas redes de relacionamentos, informações e comunicações. Assim sendo, podemos perceber que nossos pensamentos e atitudes interferem de forma direta sobre todos os demais, sobre todo o meio.

Seguindo essa linha de raciocínio, que sentido haveria em ‘jogarmos na rede’ algo que não seja produtivo ou que tenha por única finalidade prejudicar outra pessoa? Já é chegada a hora de nos conscientizarmos da importância que existe em cada um dar sua contribuição para essa construção do bem, da paz, da harmonia e do equilíbrio.

Rodrigo Fontana França

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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