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Nosso maior desafio

Nosso maior desafio

Nos dias atuais somos constantemente instados a enxergar as outras pessoas como concorrentes, competidores, às vezes quase como inimigos. Desde pequenos, somos condicionados a tentar superar a todos em quaisquer aspectos de nossas vidas, de modo a ‘garantirmos nosso lugar ao sol’.

Essa competitividade e esse individualismo exacerbados acabam por gerar angústia e insatisfação, e são causas primárias de alguns dos grandes males da contemporaneidade, tais como o stress e a depressão. Ademais, enquanto permanecermos focados somente em superar a tudo e a todos, acabamos deixando de lado alguns valores fundamentais, tais como a solidariedade e a fraternidade.

Ao fazermos uma análise de nossa existência sob o ponto de vista espírita, notamos que a principal razão de ser de nossas sucessivas encarnações é a de aprendizado, de depuração, de constante superação de nossos próprios limites. Todos nós fomos creados por Deus em um idêntico grau de simplicidade e ignorância e passamos pela experiência da encarnação justamente para, ao longo dessas sucessivas jornadas, alcançarmos o máximo grau de evolução possível.

Pensando sob esse prisma, notamos que a trajetória de vida de cada um de nós é absolutamente particular e que nossas potencialidades e limitações somente dizem respeito a nós mesmos. Todos nós temos uma origem comum e chegaremos, em algum momento, a um mesmo ponto nessa trajetória evolutiva. É a forma e a intensidade com que aproveitamos cada uma das oportunidades que nos são colocadas que vai definir a velocidade de nosso aprendizado e, consequentemente, de nossa evolução.

Logo, podemos perceber que de nada adianta usarmos os outros como termo de comparação e que sermos ‘melhores’ do que esta ou aquela pessoa em uma determinada habilidade não traz grandes vantagens já que o único, grande e verdadeiro desafio que temos a superar em nossas vidas é o de vencermos a nós mesmos, de nos superarmos a cada dia e a cada instante.

Para podermos bem atingir esse constante objetivo de auto-superação, é necessário antes de qualquer coisa que tenhamos consciência de nossos limites e nossas potencialidades. Com isso, poderemos saber exatamente quais os desafios que competem a cada um de nós e teremos como traçar estratégias de ação. É aí que entra a importância do autoconhecimento como uma imprescindível ferramenta para gerirmos nossas vidas.

Aquele que se auto-conhece e que tem uma visão espiritual da vida sabe que a humanidade será muito mais feliz e realizada a partir do momento em que começarmos a pensar nos outros pelo prisma da cooperação, e não mais da competição. De nada adianta nos orgulharmos de sermos melhores do que quem quer que seja enquanto não nos empenharmos em superar aquilo que realmente importa, que são os nossos próprios limites.

Rodrigo Fontana França

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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