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O meu ser perguntando

O meu ser perguntando

Na feição e na constituição da minha inteligência, pergunto:
O que representam as pedras?
O que vem a ser o anoitecer e o amanhecer?
O que significa nascer e morrer?

Parece-me que sempre que pergunto,
obtenho a resposta sem compreendê-la na minha consciência.

As indagações continuam:
O que é o oceano?
O que são os rios, os lagos?
O que representam os peixes?
Porque os navios?

Vagamente alcanço uma resposta que não sei interpretar:
o ser na vida.

Nas buscas, continuo perguntando:
O amor é alimento?
A caridade é alegria?
A esperança é a certeza?
Sou por acaso um pouco dessas perguntas?

O meu interior afirma e nega, dizendo-me simplesmente:
ser é viver a diversidade.

Na busca do entendimento pergunto:
O que é o medo?
O que é a coragem?
O que representa viver?
O que significa não parar nunca?
Somos iguais?

O fluxo intenso do meu ser fala,
somos todos tempos diversos na consciência buscando o
mesmo tempo.

Somos ingênuos, fracos.
Iludimo-nos com as aparências.
Somos algumas vezes o que pensamos
sem ser, para sermos efetivamente o que somos.

Na expressão evolutiva maior,
devemos procurar alcançar, com deliberação,
o nosso próprio ser para entendermos
a composição dos diversos tempos
a que estamos submetidos,
para alcançarmos criticamente um só tempo,
numa dimensão extraordinária de ser, evoluir, se adaptar.

 

Texto extraído do livro
Na busca do meu ser, a indeterminação e a incerteza em 10 de junho de 2016

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