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O que é uma Doutrina Religiosa?

O que é uma Doutrina Religiosa?

Ao conceituar o Espiritismo como o estudo, a interpretação e a prática dos princípios fundamentais da Doutrina Espírita, torna-se necessário conceituar o termo Doutrina.
Doutrina é um conjunto de princípios que serve de base para um sistema filosófico, politico, científico ou religioso.
Ao longo da história da humanidade, a busca de justiça, por exemplo, acabou desenvolvendo a Ciência do Direito. Em momentos diferentes, governantes e pensadores foram alcançando conceitos que se aglutinaram até formar um sistema de ideias conhecido como Doutrina do Direito. Alguns dos seus princípios fundamentais são: “todos são iguais perante a lei”; “não se pune o mesmo réu duas vezes por um único crime”; “a pena não deve ser maior do que o crime”, entre outros igualmente coerentes.
Assim como o desejo de justiça, a busca de respostas para as mais antigas e profundas indagações humanas, sobre a origem do espírito, o sentido e o significado da vida, da dor e da morte do corpo, também vem recebendo contribuições por parte de estudiosos e pensadores em todos os tempos e culturas da Terra.
Em 18 de abril de 1857, na França, Allan Kardec publicou o mais completo estudo feito até então sobre o ser do ser humano, ou seja, sobre o espírito. Sua origem, sua natureza, as leis que regem o nascimento, a vida encarnada, as causas da dor e o destino do espírito após a morte do corpo.
Seu trabalho utilizou a força do questionamento filosófico, os protocolos científicos aplicáveis ao assunto e os princípios éticos que orientam as religiões mais respeitadas.
Seu sistema de ideias fundamentado em princípios como “quem fez o que o Homem não fez?” buscava explicar que há uma inteligência suprema como causa primária de todas as coisas. Utilizava os ensinamentos do Cristo como o melhor referencial para criar o amor fraterno e acabar com o ódio, a vingança e a dor.
Explicava que somos livres para pensar, mas que somos os únicos responsáveis pelas consequências do nosso falar, pensar e agir. Pelas comunicações com espíritos já desencarnados, demonstrava que o espírito é imortal; que aprende continuamente e que está sujeito a uma lei natural chamada reencarnação, segundo a qual, enquanto for necessário, todos os espíritos retornam a um novo corpo para aplicar o aprendizado anterior e para seguir aprendendo o que dominam.
Incluía o entendimento de que não estamos sós, pois estamos imersos em uma imensa biblioteca de pensamentos que acessamos mentalmente e na qual a qualidade do que pensamos determina a qualidade do que acessamos. Mesmo assim, o uso destes pensamentos estará sempre sujeito ao nosso livre-arbítrio.
Reunidos, estes e outros conceitos, apresentam harmonia e lógica na busca do conhecimento do ser sobre si mesmo e compõe o sistema de ideias que Allan Kardec denominou como Doutrina Espírita.

Paulo Wedderhoff

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Sobre o Autor

Paulo Henrique Wedderhoff

Paulo Henrique WedderhoffAdministrador; Professor Universitário na Faculdade Doutor Leocádio José Correia (FALEC); e Conselheiro Editorial da revista SER Espírita.

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