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O que eu consigo ver?

O que eu consigo ver?

O que vemos quando olhamos uma outra pessoa? O que vemos quando olhamos um livro?
O que vemos quando olhamos a nossa casa? Ou quando olhamos o nosso trabalho diário?
Tudo o que observarmos ao longo de nossas vidas terá a dimensão que conseguirmos dar. Muitas vezes o que consideramos inadequado seria considerado algo excelente por outra pessoa. Vamos a um exemplo? Imaginando uma cadeira escolar usada; talvez já não seja adequada quando a olhamos com a referência de uma escola bem construída em uma cidade bem estruturada. Mas como essa mesma cadeira seria vista em algum lugar no sertão do país, onde as crianças sentam no chão para assistir as aulas?
Se nos voltarmos ao ser humano… vemos um corpo avaliado pelos referenciais da beleza, da moda? Ou vemos um espírito igual em processo evolutivo similar ao nosso? Eventualmente, quando estamos bem, com tudo em ordem, acabamos observando aspectos mais superficiais, excluindo quem não nos agrada. Mas, quando enfrentamos situações de necessidade, passamos a ver o ser humano como alguém, independentemente de sua condição física ou social… vemos ali um irmão em condições de nos ajudar. A pessoa é a mesma, mas estamos dando significados diferentes a ela em função de nossa condições, de nosso filtro pessoal.
O que estamos enxergando no que estamos vendo? Que valor estamos dando ás situações que vivemos? A nossa expectativa em relação a outras pessoas é que vejam “o que há de bom” em nós. Estamos fazendo o mesmo?
O que conseguimos ver é resultante de autoconhecimento, portanto, da consciência do significado de existir, do significado da passagem temporária pela Terra, das circunstâncias do próprio processo evolutivo.
Nelson José Wedderhoff

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Sobre o Autor

Nelson José Wedderhoff

Nelson José WedderhoffEngenheiro Eletrônico; Professor Acadêmico na Faculdade Doutor Leocádio José Correia (FALEC); Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas; e Conselheiro Editorial da revista SER Espírita.

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