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O ser, no seu olhar de encontrar o ser

O ser, no seu olhar de encontrar o ser

Viajando nas vielas da Terra,
o ser alcançando o processo crítico do próprio ser.

O caminho é perigoso, íngreme e extremamente
difícil.
O ser se viabiliza nesta oportunidade de ser o
próprio perigo.

Na contingência de se retrair, de se indagar,
há todo um processo de afirmar, de dentro para fora,
o ser.

No contingencial difícil, diversificado,
extremamente provocador,
o ser faz a sua expressão.

Quando tudo parece em crise, quebrado, desfeito,
desconstruído,
o ser se contrapõe.

Na incerteza e na indeterminação, alcança a luz do seu
próprio ser.

Na geografia da Terra, as cumeadas e os baixios, a vida, o ser.

A dor do nascimento físico, o choro, o ser em toda a sua
expressão.

Nas lamentações da morte, o impacto da inanição corporal,
o ser na evolução.

A pressão do cotidiano, as imposições, as determinações, os
desvios,
o ser fazendo o possível.

Na liberdade, na sua capacidade de ir, vir, permanecer, ficar, o
ser sendo.

Na prisão, no impedimento da liberdade,
o pensamento compondo o ser.

No extraordinário processo de se negar e se afirmar,
aparece o ser compondo a evolução.

Na inteligência, nos sucessos e nos fracassos,
a consciência fazendo a pura dimensão do ser.

O ser, na sua relação crítica com a vida,
em todas as situações nunca deixando de ser o ser.

 

Texto extraído do livro
Na busca do meu ser, a indeterminação e a incerteza em 21 de outubro de 2016

 

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