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O tempo, o meu olhar

O tempo, o meu olhar

Na observação do Universo, sou.
Nas frações do tempo, nas divisões, não deixo de ser, busco unidade.
Percorrendo as vielas, os caminhos, as estradas, sinto o fluir do tempo.

Avaliando o conjunto, sinto a unidade da vida.
No choro da criança que nasce, até no mudo cadáver que não fala,
percebo claramente o fracionamento do tempo,
no andamento para se chegar à plenitude da sua unidade.

Nas linguagens, novamente a repetição das frações do tempo.
Que pluralismo fantástico que faz conexismo do micro ao macro,
mostrando que a minha identidade se beneficia com o tempo.

Cresço na medida em que participo das
diversas frações do tempo.
Sua passagem, o meu envelhecimento, a
inteligência, o saber que amanha chegará,
me dá a certeza da eternidade.

Na minha história, o ser, o eternamente ser,
na fluição daquilo que tenho consciência de
ser, está sempre estruturando, organizando,
através da minha inteligência,
portanto, do meu próprio esforço,
a fazer compreensão das frações
infinitesimais do tempo, para que se possa
alcançar criticamente um único e mesmo tempo.

No meu olhar, no meu sentir, portanto, no meu
viver, o tempo me permite consolidar a minha identidade.
Sou também único no tempo.

 

Texto extraído do livro
Na busca do meu ser, a indeterminação e a incerteza em 03 de junho de 2016

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