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Olhar para trás para seguir em frente

Olhar para trás para seguir em frente

     A certeza de que vivemos sob a égide de uma Lei de Progresso é motivo de alento e esperança para todos. Nossa caminhada será sempre em um sentido evolvente (sem retrocesso ou estagnação), e, cedo ou tarde, todos farão o aprendizado necessário para seguirem adiante. Essa é Lei.
     Contudo, essa certeza de que tendemos sempre para o melhoramento e que estamos a todo instante galgando novos passos no sentido dessa máxima perfectibilidade possível, não pode jamais ser deturpada para um sentido de inação e conformismo, posto que isso seria contrário aos próprios fundamentos da Doutrina dos Espíritos.
     Ao contrário do que muitos podem pensar, essa certeza de um porvir cada vez mais ameno e harmônico e de que através da reencarnação teremos tantas chances de aprendizado quanto necessário não levam a um sentido de passividade ou de mera idealização de um futuro distante e utópico (assim como o mito do retorno ao paraíso perdido trazido por algumas religiões).
     O Espiritismo trabalha justamente com a ideia de uma ação constante no sentido de reflexão profunda e prática das virtudes cristãs. O aprendizado e a evolução não se dão em um sentido de inércia e passividade, mas justamente de um constante agir em prol do bem e do constante melhoramento.
     Jamais podemos olvidar de que juntamente com a Lei de Progresso, o Cosmos é também regido pela mais sublime Lei de Justiça, que nos permite seguir adiante na exata medida de nossos méritos e esforços, e por uma Lei de Causalidade, segundo a qual somos plenamente responsáveis por cada um de nossos atos e das consequências dali advindas. É nesse sentido que importa percebermos essa grande importância que existe em refletirmos sempre sobre as razões de nosso existir e as atitudes que tomaremos para otimizar nossas experiências.
     É crucial entendermos que para seguirmos em frente com vistas à construção de um futuro melhor e mais harmônico, devemos volver nossos olhos para o passado de modo a aprendermos com os erros e acertos já realizados pela humanidade em outras e lugares.
     Ao invés de aguardamos passivamente por dias melhores, devemos nos deter em preparar a terra e lançar as sementes que renderão os bons frutos pretendidos. Para tanto, é importante nos valermos de todo o conhecimento já produzido, pois isso nos poupará tempo e evitará repetição de equívocos do passado.
     As grandes verdades são perenes e vem sendo perseguidas desde sempre por todos os povos e culturas. Se nos dedicarmos a conhecer melhor o conjunto de respostas aplicados em uma determinada época, certamente poderemos seguir de forma cada vez mais contundente na resolução dos problemas próprios da atualidade.
     Mais do que isso, perceberemos que a essência dessas grandes verdades é comum a todas as épocas culturas (o que apenas corrobora sua coerência), alterando-se na forma e na estética de acordo com cada momento, mas permanecendo intocadas quanto ao seu cerne.
     Esse estudo das respostas produzidas no passado, em especial por aqueles grandes capacitores de cada época é, pois, crucial para qualquer pessoa que queira de fato aprofundar-se no sentido da compreensão do sentido dos porquês da vida e servirá como propulsor para seguirmos evoluindo tanto quanto seja possível.
Rodrigo Fontana França

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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