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Pode o espírito reencarnar rapidamente?

Pode o espírito reencarnar rapidamente?

Gostaria de uma orientação sobre o assunto tratado na edição 23 da SER Espírita, na seção Opinião, com o título “Não foram eles!”. Estou lendo o livro Amanhecer de uma nova Era, de Manoel Philomeno de Miranda. Nessa obra, há um trecho que relata o drama de uma jovem cuja mãe a havia desencaminhado desde a infância para o caminho da sexualidade irresponsável e que já desencarnara. Agora, a jovem que seguiu o caminho da prostituição está gravida e o mentor espiritual que está acompanhando o caso relatou que se tratava da própria mãe que voltava. A minha dúvida é a seguinte: Pode o espírito reencarnar tão rapidamente e, se pode, isso não estaria em desacordo com o que foi expressado na coluna? Destaco que não defendo nenhuma tese sobre quem seriam os espíritos que desencarnaram em Santa Maria e minha dúvida é no sentido de melhor entender os mecanismos reencarnatórios.

Ao ser perguntado sobre o prazo mínimo entre as encarnações, o espírito Antonio Grimm afirmou, por meio do médium Maury R. da Cruz, que antecipações de encarnes são extremamente raras e só se justificam em casos específicos onde espíritos com alguma habilidade especial encarnam para contribuir de forma relevante em alguma comunidade onde isso seja necessário. Ele mencionou 20 anos como sendo o mínimo conhecido para este exemplo. Quanto ao desacordo, isto deve ser esperado, pois mesmo os espíritos não sabem tudo, pois não são perfeitos. São espíritos em processo de aperfeiçoamento. Como exemplo, podemos citar que em uma das revistas espíritas mais tradicionais há um artigo recente explicando que o caso de Santa Maria é um resgate coletivo e outro, na mesma revista, dizendo exatamente o contrário. Afirma, inclusive, que resgate corresponde ao “olho por olho”. Trata-se, portanto, de uma interpretação humana. Cabe a nós usarmos nossa capacidade de avaliar o que nos parece mais coerente. O produto mediúnico discordante pode ser fruto da opinião do espírito manifestante ou uma distorção causada pelo médium que permite a mistura da sua crença com a mensagem do espírito comunicante. Isto se deve ao fato de que no processo mediúnico não há absenteísmo, ou seja, o espírito encarnado nunca se ausenta do processo de comunicação. O que garante a manutenção do livre-arbítrio e sustenta a responsabilidade do encarnado sobre as conseqüências da sintonia com as ideias que vêm de fora.

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