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Por que não agimos eticamente?

Por que não agimos eticamente?

Ética é um tema de conhecimento cada vez mais comum, podemos dizer. O “tratar o outro como gostaríamos de ser tratados” não é necessariamente uma novidade em nossa cultura. Porém, a prática efetiva deste referencial ainda não se faz presente em muitas situações. Mas, quais seriam as razões desta diferença entre o que sabemos e o que fazemos?

Podemos exercitar o seguinte raciocínio: é natural e importante analisarmos os resultados de nossas escolhas, pois assim nós as fazemos de forma mais consciente. Entretanto, podemos estar considerando somente os desdobramentos no “ambiente externo”, ou seja, na natureza e na sociedade, esquecendo de considerar os “resultados internos”, aqui entendidos como “a coerência entre o que faço e o que penso”. Em outras palavras, podemos estar decidindo mais em função de como o grupo social vai reagir, do que em função do que efetivamente acreditamos.

Como seria essa situação na prática? A corrupção é um bom exemplo. Muito provavelmente quem se envolve em corrupção tem consciência de que não se trata de uma ação ética, mas a realiza por ainda haver pouca reação do grupo social. Mas, se a base das ações fosse a “coerência entre o que se pensa e o que se faz”, a corrupção não existiria, independentemente de reação do grupo social.

Conclusão: A atitude ética depende da coragem para ser ético. Quando não somos éticos estamos, na prática, sendo incoerentes; não estamos agindo segundo o que realmente pensamos.

Nelson José Wedderhoff

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Sobre o Autor

Nelson José Wedderhoff

Nelson José WedderhoffEngenheiro Eletrônico; Professor Acadêmico na Faculdade Doutor Leocádio José Correia (FALEC); Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas; e Conselheiro Editorial da revista SER Espírita.

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