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Reencarnação: Ciência ou Religião?

Reencarnação: Ciência ou Religião?

Experimente perguntar às pessoas do seu círculo se reencarnação é assunto de ciência ou de religião e provavelmente as respostas mais frequentes serão: – religião é claro!

Contudo, convenhamos, se reencarnação é uma lei natural, semelhante à lei da gravitação universal, teremos de convir que deveria ser assunto da ciência; o que não impediria que também continuasse sendo assunto de filósofos e religiosos.

E por que reencarnação ainda não é assunto largamente estudado pelos cientistas?

Uma das conjecturas que podemos tecer a este respeito é que os instrumentos da ciência atual foram desenvolvidos para trabalhar com o que é material, visível e palpável.

Nossos cientistas são treinados para lidar com o que se pode detectar, medir, pesar, decompor, testar e explicar. A credibilidade da ciência se apoia em observação, verificação e repetibilidade, com base em protocolos utilizáveis em qualquer laboratório. Como afirma o filosofo Albert Jacquard em seu livro Filosofia Para Não Filósofos; a Ciência não utiliza o verbo crer; ela se contenta em apresentar modelos explicativos da realidade e está pronta a mudar de ideia se alguém apresentar alguma contradição.

Em 2010 a publicação científica “New England Journal of Medicine” divulgou que cientistas europeus conseguiram estabelecer comunicação com um paciente em estado vegetativo.  O paciente estava em coma há sete anos, depois de sofrer um acidente de trânsito. Os médicos britânicos e belgas pediram ao paciente que imaginasse um jogo de tênis para responder “sim” e uma rua para dizer “não”. As respostas eram captadas por um monitor que registrava a atividade cerebral. O homem respondeu corretamente cinco das seis perguntas feitas, como por exemplo, a confirmação do nome de seu pai. Tal estudo abre espaço sobre questões éticas inerentes ao tratamento de pessoas em estado vegetativo, como a eutanásia e o grau de consciência real dos pacientes.

Este experimento não parece indicar que há um ser consciente habitando aquele corpo aparentemente inconsciente?

Apesar de ser um pequeno passo, experiências como esta podem fortalecer o conjunto de evidências sobre a existência do espírito e a sua habilidade de comunicar-se apesar das restrições físicas.

À medida que os centros espíritas modernos incluam pesquisadores e pesquisas às suas atividades, ampliaremos a credibilidade na imortalidade e na comunicação.  Isto permitirá que os relatos sejam verificados e mais pessoas alcancem a consciência do que seria desperdício se um espírito, após o desencarne, nunca mais tivesse a oportunidade de retornar à Terra para que, por meio de um novo pai e uma nova mãe, fazer a livre aplicação do conhecimento que acumulou, bem como a ampliação gradual do conhecimento que ainda lhe falta.

A paz é efeito da ampliação da consciência do que somos e de como podemos viver em harmonia com as leis universais.

Paulo Henrique Wedderhoff

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Sobre o Autor

Paulo Henrique Wedderhoff

Paulo Henrique WedderhoffAdministrador; Professor Universitário na Faculdade Doutor Leocádio José Correia (FALEC); e Conselheiro Editorial da revista SER Espírita.

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