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Retrospectiva de si

Chegamos ao término de mais um ano e o momento é sobremodo propício para aproveitarmos e fazermos uma avaliação profunda de nosso eu, de nossos erros e acertos, de nossas ações e omissões, de tudo aquilo que construímos e alcançamos ao longo do período que se finda. Com isso, seremos capazes de aprimorar nossos planejamentos vindouros e estabelecer melhores planos de ação para não incorrermos mais nos mesmos equívocos.
Ao nos habituarmos a avaliar cada ciclo de nossas vidas, aprendemos a assumir a responsabilidade por tudo aquilo que fizemos ou deixamos de fazer, sem terceirizarmos responsabilidades ou atribuirmos o que alcançamos a sorte ou azar, ou mesmo a um pretenso destino que nos transformaria em meros autômatos a seguir um script já desde sempre pré definido. Quando nos assumimos como senhores de nós mesmos, imediatamente nos tornamos pessoas muito mais atentas e responsáveis.
Se o significado de nossa passagem pela Terra é justamente aprendizado e superação de nossas imperfeições, mostra-se imprescindível procurarmos saber exatamente quem somos e aonde queremos – e podemos – chegar. Nesse sentido, essa revisão permanente que devemos fazer de cada ciclo se apresenta como um importante mecanismo de planejamento que devemos nos habituar a utilizar com maior frequência.
Essa retrospectiva não precisa – e nem deve – ser feita somente ao término de períodos tão longos assim como o ciclo anual. Se nos habituarmos a avaliar ciclos mensais, em seguida semanais ou preferencialmente diários, teremos muito mais precisão em nossas análises e conseguiremos fazer as correções de rotas necessárias quase que de imediato, de forma muito mais efetiva e indolor.
O livre-arbítrio é um dos princípios estruturantes do pensamento Espírita e deve invariavelmente ser levado em conta em qualquer linha de raciocínio espiritista. Se temos essa liberdade de agir segundo aquilo que melhor nos aprouver e se somos responsáveis por cada uma dessas escolhas,  é importante nos habituarmos a tentar sempre fazer as melhores escolhas possíveis, sem jamais prejudicar a quem quer que seja e obtendo os resultados mais relevantes particularmente a médio o longo prazo.
Pode ser que alguns de nós tenhamos até aqui seguido de forma completamente desvairada em suas vidas, tendo praticado muitos excessos e escolhas atabalhoadas. Ainda assim, é sempre tempo de frearmos essas atitudes viciosas e desviantes e nos concentrarmos em construir um novo começar. Podemos aproveitar para nos valer desse momento que representa o encerramento de um ciclo para identificar e deixar pra trás as atitudes egoístas, e preguiçosas, e egoístas, e conformistas, assim como qualquer outra coisa que nos afaste da rota do bem e daquilo que temos para fazer.
Aprender a discernir a senda do bem, assim como compreender o que temos para aprender e para contribuir é um importante primeiro passo. A coragem para tomar as ações efetivas para transformar o porvir compete a cada um.
Nesses dias que antecedem o final do ano, desejamos que todos possam se deter um pouco nessa imprescindível avaliação dos dias, semanas e meses que se passaram. Esperamos também que todos possam ajudar a espalhar essa mensagem de reflexão e transformação já que o período é particularmente propício para tanto. Estimamos, por fim, que todos tenham a coragem e o desprendimento necessários para daqui por diante começarem a construir novos caminhos que sejam cada vez mais condizentes com uma visão espiritualizada da existência.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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