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Seja a mudança

Seja a mudança

A vida na Terra não é fácil!

Tal constatação evidentemente não é novidade para ninguém já que certamente todos fazem essa percepção quase que diariamente. Não é fácil propositadamente e não cabe aqui falarmos em injustiça. Ora, considerando que as razões principais de nossas encarnações materiais são aprendizado e depuração, parece simples percebermos que conseguiremos alcançar esses propósitos de forma muito mais eficiente na medida em que formos capazes de superar os inúmeros desafios que a vida nos proporcionar.

Ademais, não podemos deixar de perceber que as vivências que fazemos enquanto encarnados na Terra são exatamente aquelas permitidas pela mentalidade aqui dominante. Ou seja, a maior parte dos percalços que nos são apresentados decorre diretamente de nosso grau de adiantamento moral, tanto particular quanto coletivo. Como em uma escola, as lições a serem aprendidas são exatamente aquelas que os alunos estão aptos a aprender e só passaremos às series seguintes após termos internalizado todo o necessário no estágio presente.

Ocorre que a maioria de nós, ao se deparar com alguns desses inúmeros desafios que ainda temos que – enquanto humanidade – aprender a superar, acaba por terceirizar a culpa exclusivamente para aqueles que estão no exercício da função pública (e, de fato, muitas vezes não a exercem da forma mais adequada), parecendo não perceber que cada um de nós é parcialmente responsável por alimentar e sustentar a situação atual, tanto naquilo que ocorre para o bem, quanto nos inúmeros pontos em que ainda estamos errando e insistindo e repetir os mesmos erros.

Ora, se tudo aquilo que não vai bem em nossa sociedade é reflexo da mentalidade dominante (cabendo aqui lembrarmos da interessante síntese trazida pelo espírito Antonio Grimm em psicofonias realizadas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas – SBEE –  através do médium Maury Rodrigues da Cruz: “O mundo é como é porque as pessoas são como são”), é bem provável que nossos pensamentos e atitudes estejam contribuindo para a manutenção da situação atual, facilitando inclusive toda a problemática social que vivenciamos dia após dia.

Por mais que alguns de nós possam dizer que pensam diferente da maioria, não contribuem com a mentalidade dominante e que não se sentem parcialmente responsáveis pela situação atual, devemos perceber que a omissão dos que comodamente reclamam do que não vai bem, mas insistem em terceirizar a culpa e não fazer nada para mudar também é perniciosa.

Qualquer transformação se opera de dentro para fora e, para que possamos alterar a mentalidade dominante, é necessário que mais e mais pessoas se proponham a corajosamente agir e pensar de uma maneira nova e diferente, buscando fomentar o sentido da fraternidade, da vivência do bem e dos valores morais.

Dentre tantos outros, podemos citar o exemplo de Gandhi, que certamente foi um dos grandes capacitores do Século XX e soube como ninguém fazer de sua vida um reflexo da sociedade que desejava. Vejam que importantes transformações podem se operar através do corajoso exemplo daqueles que ousaram dedicar suas vidas à causa da humanidade.

Se quisermos mudança, ao invés de reclamar, devemos nos habilitar para sermos essa mudança que tanto almejamos e para pouco a pouco contagiarmos o resto da humanidade com essa boa nova.

Rodrigo Fontana França

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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