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Você é um corpo ou tem um corpo?

Você é um corpo ou tem um corpo?

Faça esta pergunta aos seus parentes, amigos ou conhecidos e perceba a diversidade das respostas. Se notar alguma hesitação na resposta ou se a resposta for “sou um corpo”, ou ainda, “tenho um corpo”, adicione a pergunta: “Você é um espírito ou tem um espírito”?
Lembro um diálogo via e-mail com um internauta que buscava o Espiritismo para tentar conhecer melhor a si mesmo. Após as perguntas acima, avançamos para a combinação das questões com a seguinte formulação: “Sou um espírito e tenho um corpo ou sou um corpo e tenho um espírito”? A resposta dele foi: “Eu tenho um corpo e tenho um espírito”.
Depois de me refazer da surpresa, perguntei: – Se você tem um corpo e tem um espírito, o que é você?
Ele não conseguiu dar uma resposta razoável, mas procurou fundamentar sua resposta na trindade religiosa tradicional conhecida como pai, filho e espírito santo.
É curioso que apesar dos milênios e de todo o esforço de filósofos, cientistas e religiosos nosso autoconhecimento ainda seja tão raso e tão confuso.
O Espiritismo busca demonstrar, por meio do registro das manifestações de espíritos orientadores, do estudo e do desdobramento lógico dos seus princípios fundamentais, que cada um de nós é um espírito ocupando um corpo que nos serve de instrumento para vivenciar experiências no meio material.
O surgimento da crença no que aprendemos a denominar como alma ou espírito se perde nos milênios. Evidências desta crença aparecem nas mais antigas escavações arqueológicas. Nelas, esqueletos humanos se encontram rodeados de pertences, enfeites e recipientes com alimentos. Quem os enterrava tinha a convicção de que eles utilizariam tais objetos em sua vida após a vida.
Apesar disso, é surpreendente que apesar de praticamente todos os habitantes do planeta acreditarem na existência do espírito, muitos ainda não se deram conta de que não temos um espírito, mas que cada um de nós é um espírito.
E, mesmo entre quem já se deu conta de que é um espírito e que habita um corpo temporário com o qual faz unidade, ainda são raros os casos em que a pessoa consegue dar alguma explicação sobre o que é o espírito.
Ou seja, apesar de a proposta grega – conhece a ti mesmo – já ter mais de 2400 anos, ainda não sabemos quem somos; menos ainda o que somos.
Se a construção da identidade é fundamental para o estabelecimento da direção que queremos seguir em nossa vida encarnada, precisamos explorar novas ideias e construir teorias que nos ajudem a repensar quem somos e o que somos.
Uma identidade clara facilitará o estabelecimento da direção que queremos seguir e isso tornará mais fácil escolher estratégias que nos levem onde queremos chegar.

Paulo Wedderhoff

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Sobre o Autor

Paulo Henrique Wedderhoff

Paulo Henrique WedderhoffAdministrador; Professor Universitário na Faculdade Doutor Leocádio José Correia (FALEC); e Conselheiro Editorial da revista SER Espírita.

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